Português: Nasci, cresci e moro em Porto Alegre. Filho de uma artista plástica, a arte sempre fez parte do meu [...]
Português: Nasci, cresci e moro em Porto Alegre. Filho de uma artista plástica, a arte sempre fez parte do meu cotidiano e desde pequeno me vi cercado por livros, telas, tintas, pincéis e uma prensa usada para gravura em metal. Desenhar sempre foi muito natural e prazeroso para mim, uma forma de comunicação que permitia à uma criança tímida se expressar com fluência e sem medo. Na hora de escolher uma profissão, decidi cursar design gráfico. Como designer trabalhei em alguns estúdios e com mais dois sócios montei um estúdio próprio.
Em 2007 me tornei freelancer e comecei a ser meu próprio chefe. Nessa época senti a necessidade de manter o foco em trabalhos pessoais que não envolvessem clientes, briefings e prazos. Estabeleci a meta de criar um desenho por dia durante um ano, sem nenhuma amarra, sem tema definido, sem rascunho, simplesmente o nanquim sobre o papel e os erros sendo incorporados ao resultado final. O meu trabalho foi se desenvolvendo e busquei na minha infância a temática que iria seguir, Star Wars, ficção científica, monstros mutantes, histórias em quadrinhos, retrofuturismo. Novas referências foram acrescentadas ao meu repertório, padrões geométricos, op art, art nouveau, arte primitiva, arquétipos junguianos, gestalt, maximalismo, psicodelia, Black Sabbath. Criei um universo próprio, uma sci-fi art crua, primitiva, tribal, orgânica e brasileira.
Meu trabalho foi publicado na Computer Arts, na Rojo Magazine, e em outras revistas nacionais e internacionais. Fiz exposições em Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em 2010 fui selecionado para participar da primeira Cowparade realizada em Porto Alegre, com um projeto inspirado nos robôs de lata japoneses. Clientes como a gravadora italiana Vibe me Records e a banda sueca Rad Kjetil Senza Testa me contrataram para ilustrar capas de discos de vinil. Montei um coletivo de arte com 4 colegas, o Casa Voadora.
Hoje acordo pela manhã, tomo meu café e divido meu dia entre projetos de design e arte, criando padrões e estampas para a indústria têxtil e pintando telas para exposições. Tenho planos de me envolver mais com a arte vetorial e com a ilustração comercial, além de expor meus trabalhos em outras galerias do Brasil e do mundo, saindo da minha zona de conforto, voando alto e sempre acima.
Site - Flickr - Twitter






Em 2007 me tornei freelancer e comecei a ser meu próprio chefe. Nessa época senti a necessidade de manter o foco em trabalhos pessoais que não envolvessem clientes, briefings e prazos. Estabeleci a meta de criar um desenho por dia durante um ano, sem nenhuma amarra, sem tema definido, sem rascunho, simplesmente o nanquim sobre o papel e os erros sendo incorporados ao resultado final. O meu trabalho foi se desenvolvendo e busquei na minha infância a temática que iria seguir, Star Wars, ficção científica, monstros mutantes, histórias em quadrinhos, retrofuturismo. Novas referências foram acrescentadas ao meu repertório, padrões geométricos, op art, art nouveau, arte primitiva, arquétipos junguianos, gestalt, maximalismo, psicodelia, Black Sabbath. Criei um universo próprio, uma sci-fi art crua, primitiva, tribal, orgânica e brasileira.
Meu trabalho foi publicado na Computer Arts, na Rojo Magazine, e em outras revistas nacionais e internacionais. Fiz exposições em Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre. Em 2010 fui selecionado para participar da primeira Cowparade realizada em Porto Alegre, com um projeto inspirado nos robôs de lata japoneses. Clientes como a gravadora italiana Vibe me Records e a banda sueca Rad Kjetil Senza Testa me contrataram para ilustrar capas de discos de vinil. Montei um coletivo de arte com 4 colegas, o Casa Voadora.
Hoje acordo pela manhã, tomo meu café e divido meu dia entre projetos de design e arte, criando padrões e estampas para a indústria têxtil e pintando telas para exposições. Tenho planos de me envolver mais com a arte vetorial e com a ilustração comercial, além de expor meus trabalhos em outras galerias do Brasil e do mundo, saindo da minha zona de conforto, voando alto e sempre acima.
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The Mushroom Collector: Normalmente eu começo um trabalho utilizando uma malha construtiva ou grid, muito utilizada no design gráfico, para estruturar o layout. O que eu faço é jogar um pouco de LSD na grade pra que ela fique do jeito que eu gosto, caótica, orgânica e assuma vida própria. Vou desenhando padrões e estruturas tanto orgânicas como geométricas dentro de cada limite do grid psicodélico. É impressionante como isso torna o trabalho imprevisível, figuras vão surgindo do nada, como esse sujeito barbudo que aparece aí na figura, ele simplesmente surgiu, vindo sabe-se lá de onde, de que planeta ou dimensão. Nesse ponto percebo uma influência grande do surrealismo, como no 'Frottage' de Maz Ernst, em que estranhas imagens surgem pela fricção do lápis sobre um papel colocado sobre uma superfície texturizada. Essa espécie de esteticismo involuntário move a minha criação.

Pássaro Guia: Desenho que inaugurou a minha fase 'espacial', não sei bem o motivo de ter optado por esse tema nesse momento, mas o curioso é que no dia seguinte, na casa dos pais da minha mulher avistei logo de cara na biblioteca um livro que deu sentido à ele 'Eram os Deuses Astronautas' do Erick Von Däniken. Sincronicidade junguiana? A partir daí a temática dos antigos astronautas tomou conta das minhas sessões de desenho e pintura e para dar mais credibilidade ao tema, busquei reminiscências da minha infância, pois nessa época eu era um grande fã de Star Wars e queria ser astronauta.

The Dope Machine: Poster criado para a Maria Cultura, produtora do Pixel Show. Quando fui convidado para participar do evento, logo pensei em fazer algo que tivesse relação com minha temática espacial, e de cara surgiu a ideia de criar um poster que emulasse os antigos cartazes de divulgação de filmes de ficção científica da década de 50, algo meio tosco, com marcas do tempo e de uma xícara de café que algum descuidado deixou por ali. Um ser mutante ou uma máquina? Acho bacana essa ambivalência, essa confusão que o meu trabalho causa, é abstrato ou é figurativo, ele é normal ou um completo freak?








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