Giovanna Avino, mais conhecida no rolê geral da nação como MC GI, é funkeira, dona de uma voz escrachada, peculiar. [...]
Giovanna Avino, mais conhecida no rolê geral da nação como MC GI, é funkeira, dona de uma voz escrachada, peculiar. Desde 2008, quando compôs suas primeiras faixas com ajuda de amigos e parcerias com produtores da casa e da gringa, Gi teve papel fundamental num novo movimento que viria a surgir para ficar: o new baile funk. Bem, conhecer ela todos conhecem né.

A gente sentou na frente dos nossos respectivos computadores e trocamos uns mails, onde ela diz um teco das coisas que fizeram a tornar MC, o que ela acha da cena musical no Brasa, quem é ela quando está fora de cena e o que gosta de ouvir.
Gi, we love you.
First of all. Tá mais do que óbvio que todos aqui amam o teu som né Gi. Aquela pergunta de sempre, que você já deve ter cansado de responder, mas responda como se fosse a primeira vez que te perguntassem: como foi esse lance de virar MC? Tipo acordou revoltada com o mundo e puf "se quer romance compra um livro"? Awnnn obrigada ♥ Então, vamos lá, eu comecei por acaso. Fui procurar um amigo meu que era baterista para formarmos uma banda e ele tinha virado MC, desacreditei total porém, eu tinha uma letra de funk, chamava-se o tal "Funk do Mosquito" (pois na época Santos sofria de uma epidemia de dengue), mostrei pra ele, o cara adorou e pediu pra gente gravar.
Deu tão certo que logo em seguida consegui alguns shows aqui em Santos. Aí foi que eu comecei a compôr mais musicas e desde então não parei mais. Isso no final de 2006.
Teu som é bem específico. Digo, tem tamborzão e letras sacanas, mas em nenhum momento vi algo funk carioca mesmo. O teu som tá mais pra como eles dizem por aí: bailebass, funk europeu. Você decidiu caminhar pra esse lado ou sem querer caiu nessa? Porque tenho certeza que muita gente que ouve teu som desprezava funk carioca e começou a ouvir por tua causa. Ou então só ouve você mas odeia sei lá, Os Havaianos. Dentro da cena do funk você consegue sentir essa separação de som e público? No começo meu som era bem no estilo funk carioca, mas quando comecei a ser mais divulgada em blogs, coisas do tipo, os gringos que começaram a me remixar foram colocando esses elementos e aos poucos meu som foi ficando com características próprias. Muita gente que não gosta do funk propriamente dito, ouve minhas musicas.
Ainda rola um preconceito com o funk carioca, mas não devia, pois é um estilo típicamente brasileiro e devíamos respeitar o que é feito por aqui.
De onde saem as idéias para as músicas? As temáticas das letras, etc? Não tem medo da "fonte esgotar"? Porque para um gênero tão específico como o funk você tem que estar sempre se reinventando e tal. Quais são suas referências, o que ouve no dia a dia e no que pensa quando está compondo? As idéias vem da minha cabeça, já aconteceu de ler sobre um tema, ouvir algo na tv e elaborar e criar uma letra de duplo sentido. Não tenho medo, mas acho que renovar é preciso, não gosto de rotina e já comecei a mudar aos poucos (minha música "Sou Blasé" é um exemplo), acho que quem compõe não pode ter limitações.
Do que vive a MC GI de segunda a sexta? Vivo do meu trabalho e trabalho com isso todos os dias. Vivo ainda também, porque não moro sozinha hahah. Não sou "A Dona de Casa".
Como foi ter representado o Brasil na compilação do South Rakkas Crew? Os caras tem a maior moral na cena dancehall, global ghetto tech lá fora e daí te chamam pra fazer um featuring. Como rolou isso aí? Fiquei super feliz com o convite. Quem veio me avisar que eles gostariam da parceria foi o Zero (Disco Killah) e eu super aceitei, difícilmente nego uma parceria. Achei demais, pois antes eu que chamava as pessoas para parcerias e agora sou chamada. Ser convidada por artistas influentes é muito importante, mostra que meu trabalho está sendo mais respeitado cada dia que passa.

Quem você põe fé aqui no Brasa de produtores e MCs? Como você vê a cena no geral? O que é bom e o que é ruim na cena eletrônica nacional? Produtor eu indico meu DJ (que produz também) o El Super Gummi. Procurem pois vale a pena mesmo. Indico tambem o Vinibanger, recebi uma beat perfeita dele esses dias e quero trabalhar em cima dela. Eu vejo que a cena está cada vez mais forte em qualidade, mas acho que os artistas (djs, cantores, produtores) precisam se valorizar mais.
Não adianta querer crescer e não se impôr. Prefiro falar num geral sobre a cena, o que acho bom :são os artistas que sabem respeitar o crescimento alheio, sem tentar boicotar ou dar conselhos não produtivos. O que acho ruim são os que não dão valor para os outros por não saberem também, se valorizar.
Como é a MC Gi no palco, o que o pessoal curte ouvir ao vivo? Como rola esse contato? De um lugar para o outro muda muita coisa no repertório? A MC GI é bem extrovertida a ponto de deixar a Giovanna tímida. Hahaha. O pessoal adora cantar junto todas as músicas, mas as que não podem faltar de fato são: México Caliente, Quer Romance, Tamanho é Documento e Origami. Às vezes vou para um lugar e nem imagino que uma música específica faça sucesso e lá, então tem lugares que me surpreendem.
Você tocou em Curitiba, num clube de fama totalmente indie. Que porra é essa que deu? Hahahaha, quero dizer...você acha que as pessoas começaram a enxergar melhor as coisas como música e pararam de tentar rotular cada vez mais as coisas? Hahahaha. Pois é, eu acho Lindie, hahaha. Exatamente, acho que tão deixando de perder tempo falando "é isso, é aquilo". Apesar do meu som ter começado com o pé no funk carioca, hoje está bem eletrônico, deixo que cada um fale o que acha, uns dizem electrofunk, outros electropop, uns acham que é funk mesmo. Eu sou o que voces quiserem! Haha.
Qual foi aquele rolê mais inusitado, estranho, incomum nessa tua vida de MC? Uma vez fui com minha mãe pra BH de ônibus (no início da carreira ela ia comigo nos shows). Não foi inusitado em termos de local, mas a ida em si, foi. Rolou uma blitz, vários policiais federais entrando no ônibus pra ver se tinha droga, vários cachorros, morri de medo hahaha.
E os trampos novos? Planos para os próximos meses? Tem a Berimbau aí com o Gummi, conta mais pra a gente. Tão a todo vapor. Acabamos de lançar a Berimbau e ela está fazendo um super sucesso, muita gente comparando com a México Caliente pelos elementos na batida, estamos bem felizes com o resultado. Sobre música nova em BREVE vem uma por aí, que vai ser bem polêmica, tanto no teor da letra quanto na parceria, pois é uma parceria DAQUELAS.

Playlist com 10 músicas que a MC Gi considera indispensáveis.
Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores
Chico Buarque - Construção
Ravel - Bolero de Ravel
Lady Gaga ft Beyonce - Telephone
Katy Perry - E.T
Madonna - Vogue
Michael Jackson - Billie Jean
Rihanna - Only Girl
System Of A Down - Chop Suey
Nirvana - Smells Like Teen Spirit
2 influências notáveis para MC Gi. Definitivamente M.I.A. e Beyoncé.
1 música que faz toda a vida valer a pena. The Verve - The Bittersweet Symphony.
Teu guilty pleasure: aquela coisa que você não admite que gosta pra ninguém, mas que ouve todo santo dia e adora. Não ouço TODO dia, mas ouvi no repeat direto e às vezes volto a escutar é a "O que Pensa que Eu Sou" da Banda Djavu hahahahahaha já to cantando aqui.
Quatro faixas pirocudas da MC GI que são indispensáveis:
Segue, curte e ouça a MC GI: TWITTER - FACEBOOK - soundcloud

A gente sentou na frente dos nossos respectivos computadores e trocamos uns mails, onde ela diz um teco das coisas que fizeram a tornar MC, o que ela acha da cena musical no Brasa, quem é ela quando está fora de cena e o que gosta de ouvir.
Gi, we love you.
First of all. Tá mais do que óbvio que todos aqui amam o teu som né Gi. Aquela pergunta de sempre, que você já deve ter cansado de responder, mas responda como se fosse a primeira vez que te perguntassem: como foi esse lance de virar MC? Tipo acordou revoltada com o mundo e puf "se quer romance compra um livro"? Awnnn obrigada ♥ Então, vamos lá, eu comecei por acaso. Fui procurar um amigo meu que era baterista para formarmos uma banda e ele tinha virado MC, desacreditei total porém, eu tinha uma letra de funk, chamava-se o tal "Funk do Mosquito" (pois na época Santos sofria de uma epidemia de dengue), mostrei pra ele, o cara adorou e pediu pra gente gravar.
Deu tão certo que logo em seguida consegui alguns shows aqui em Santos. Aí foi que eu comecei a compôr mais musicas e desde então não parei mais. Isso no final de 2006.
Teu som é bem específico. Digo, tem tamborzão e letras sacanas, mas em nenhum momento vi algo funk carioca mesmo. O teu som tá mais pra como eles dizem por aí: bailebass, funk europeu. Você decidiu caminhar pra esse lado ou sem querer caiu nessa? Porque tenho certeza que muita gente que ouve teu som desprezava funk carioca e começou a ouvir por tua causa. Ou então só ouve você mas odeia sei lá, Os Havaianos. Dentro da cena do funk você consegue sentir essa separação de som e público? No começo meu som era bem no estilo funk carioca, mas quando comecei a ser mais divulgada em blogs, coisas do tipo, os gringos que começaram a me remixar foram colocando esses elementos e aos poucos meu som foi ficando com características próprias. Muita gente que não gosta do funk propriamente dito, ouve minhas musicas.
Ainda rola um preconceito com o funk carioca, mas não devia, pois é um estilo típicamente brasileiro e devíamos respeitar o que é feito por aqui.
De onde saem as idéias para as músicas? As temáticas das letras, etc? Não tem medo da "fonte esgotar"? Porque para um gênero tão específico como o funk você tem que estar sempre se reinventando e tal. Quais são suas referências, o que ouve no dia a dia e no que pensa quando está compondo? As idéias vem da minha cabeça, já aconteceu de ler sobre um tema, ouvir algo na tv e elaborar e criar uma letra de duplo sentido. Não tenho medo, mas acho que renovar é preciso, não gosto de rotina e já comecei a mudar aos poucos (minha música "Sou Blasé" é um exemplo), acho que quem compõe não pode ter limitações.
Do que vive a MC GI de segunda a sexta? Vivo do meu trabalho e trabalho com isso todos os dias. Vivo ainda também, porque não moro sozinha hahah. Não sou "A Dona de Casa".
Como foi ter representado o Brasil na compilação do South Rakkas Crew? Os caras tem a maior moral na cena dancehall, global ghetto tech lá fora e daí te chamam pra fazer um featuring. Como rolou isso aí? Fiquei super feliz com o convite. Quem veio me avisar que eles gostariam da parceria foi o Zero (Disco Killah) e eu super aceitei, difícilmente nego uma parceria. Achei demais, pois antes eu que chamava as pessoas para parcerias e agora sou chamada. Ser convidada por artistas influentes é muito importante, mostra que meu trabalho está sendo mais respeitado cada dia que passa.

Quem você põe fé aqui no Brasa de produtores e MCs? Como você vê a cena no geral? O que é bom e o que é ruim na cena eletrônica nacional? Produtor eu indico meu DJ (que produz também) o El Super Gummi. Procurem pois vale a pena mesmo. Indico tambem o Vinibanger, recebi uma beat perfeita dele esses dias e quero trabalhar em cima dela. Eu vejo que a cena está cada vez mais forte em qualidade, mas acho que os artistas (djs, cantores, produtores) precisam se valorizar mais.
Não adianta querer crescer e não se impôr. Prefiro falar num geral sobre a cena, o que acho bom :são os artistas que sabem respeitar o crescimento alheio, sem tentar boicotar ou dar conselhos não produtivos. O que acho ruim são os que não dão valor para os outros por não saberem também, se valorizar.
Como é a MC Gi no palco, o que o pessoal curte ouvir ao vivo? Como rola esse contato? De um lugar para o outro muda muita coisa no repertório? A MC GI é bem extrovertida a ponto de deixar a Giovanna tímida. Hahaha. O pessoal adora cantar junto todas as músicas, mas as que não podem faltar de fato são: México Caliente, Quer Romance, Tamanho é Documento e Origami. Às vezes vou para um lugar e nem imagino que uma música específica faça sucesso e lá, então tem lugares que me surpreendem.
Você tocou em Curitiba, num clube de fama totalmente indie. Que porra é essa que deu? Hahahaha, quero dizer...você acha que as pessoas começaram a enxergar melhor as coisas como música e pararam de tentar rotular cada vez mais as coisas? Hahahaha. Pois é, eu acho Lindie, hahaha. Exatamente, acho que tão deixando de perder tempo falando "é isso, é aquilo". Apesar do meu som ter começado com o pé no funk carioca, hoje está bem eletrônico, deixo que cada um fale o que acha, uns dizem electrofunk, outros electropop, uns acham que é funk mesmo. Eu sou o que voces quiserem! Haha.
Qual foi aquele rolê mais inusitado, estranho, incomum nessa tua vida de MC? Uma vez fui com minha mãe pra BH de ônibus (no início da carreira ela ia comigo nos shows). Não foi inusitado em termos de local, mas a ida em si, foi. Rolou uma blitz, vários policiais federais entrando no ônibus pra ver se tinha droga, vários cachorros, morri de medo hahaha.
E os trampos novos? Planos para os próximos meses? Tem a Berimbau aí com o Gummi, conta mais pra a gente. Tão a todo vapor. Acabamos de lançar a Berimbau e ela está fazendo um super sucesso, muita gente comparando com a México Caliente pelos elementos na batida, estamos bem felizes com o resultado. Sobre música nova em BREVE vem uma por aí, que vai ser bem polêmica, tanto no teor da letra quanto na parceria, pois é uma parceria DAQUELAS.

Playlist com 10 músicas que a MC Gi considera indispensáveis.
Geraldo Vandré - Pra não dizer que não falei das flores
Chico Buarque - Construção
Ravel - Bolero de Ravel
Lady Gaga ft Beyonce - Telephone
Katy Perry - E.T
Madonna - Vogue
Michael Jackson - Billie Jean
Rihanna - Only Girl
System Of A Down - Chop Suey
Nirvana - Smells Like Teen Spirit
2 influências notáveis para MC Gi. Definitivamente M.I.A. e Beyoncé.
1 música que faz toda a vida valer a pena. The Verve - The Bittersweet Symphony.
Teu guilty pleasure: aquela coisa que você não admite que gosta pra ninguém, mas que ouve todo santo dia e adora. Não ouço TODO dia, mas ouvi no repeat direto e às vezes volto a escutar é a "O que Pensa que Eu Sou" da Banda Djavu hahahahahaha já to cantando aqui.
Quatro faixas pirocudas da MC GI que são indispensáveis:
Segue, curte e ouça a MC GI: TWITTER - FACEBOOK - soundcloud




