Sempre tive em mente que mais cedo ou mais tarde conversaria com algum cara foda, desses que surgem do nada [...]
Sempre tive em mente que mais cedo ou mais tarde conversaria com algum cara foda, desses que surgem do nada e mudam a maneira como você pensa ou escuta as coisas. Mas não esperava que isso iria rolar ainda esse ano ao falar com os caras do Stop Play Moon.
O grupo é o cruzamento de sínteses cruas e timbres analógicos esculpidos com delicadeza e precisão. Essa é uma daquelas bandas que souberam dosar suas influências e fazer um passeio divertido entre o rock e o eletrônico.
Da suavidade intrínseca de Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardo Athayde surgiu boas doses de síntes analógicos dentre as guitarras equilibradas, que beiram entre o fuzz e o limpo com facilidade. Estética é o nome que bem define o trabalho do trio, que fazem o dancefloor soar elegante, sujo e clássico ao mesmo tempo.


Para conhecermos um pouco das suas vidas, tirei um papo breve com Ricardo Athayde, que desencadeou algumas informações por detrás dos synths vintage e dos agudos vocais da banda.
Certo! Nos conte o que vocês estão fazendo agora.
Estamos finalizando 2010 com um show para amigos no dia 18 com a presença do dj gringo da parada (Favela Chic Paris / London). Em 2011, devemos continuar a tour do nosso cd.
Fiquei sabendo que o Stop Play Moon irá abrir o show do Scissor Sisters no Vila Funchal. Como anda a aceitação dos fãs ouvindo vocês junto com essas bandas estrangeiras?
O show com o Scissor Sisters acabou não acontecendo por motivos técnicos deles, não tiveram tempo o bastante para montar o palco devido ao atraso dos equipamentos na liberação na alfândega, mas já tocamos também com o Vive La Fete, Miss Kittin, Golden Filter. Acho que por ser tratar de uma sonoridade e cenas parecidas o publico tem recebido bem.
Lembro de fotografar vocês junto com a alemã The Whitest Boy Alive há quase um ano. Vocês mandaram bem aquele dia. Nesse meio tempo a banda fez e liberou um álbum inteiro para download, isso foi foda.
A banda por enquanto é a própria gravadora e chegamos a um acordo que é a melhor estratégia para a nossa musica chegar ao maior numero de pessoas e futuros fãs. A banda não tem problema algum de mostrar que sua atitude é igual a de qualquer um na comunidade digital. o nosso lema é: dando que se recebe!
Gostei do lema! Mesmo assim parte dos artistas ainda torce o nariz para a internet.
Pode ser que sim, mas são poucos. A internet é uma ferramenta fundamental para todo artista hoje.
Mas sobre os downloads, consigo contar nos dedos os caras da cena que realmente liberam suas músicas esse ano.
Cada um tem a sua política e relação com a liberação ou não. Mas acho que principalmente para a nova geração, a tecnologia veio para ajudar e facilitar várias coisas, e uma delas é hoje você não ter necessidade de uma grande corporação para realizar um sonho que é poder registrar suas músicas as vezes até quase sem custo nenhum. Então acho normal repartir essa fatia… rsrsrs Mais pessoas vão ter conhecimento no seu trabalho, e assim cada vez mais tendo publico lotando os shows, e é aí que você recebe de volta o trabalho pela criação. Simples assim!
De combo ganhamos também o clipe da música "Misterious Way", com direção do Dácio Pinheiro. Já estão pensando em um próximo vídeo?
Sim, vamos produzir vários vídeos de musicas do álbum por sermos amantes de imagens. A próxima música a virar vídeo será Lucy.
Lucy é uma ótima música, porem mais calma. O que podemos esperar desse clipe?
Será o mesmo produtor de Mysterious Way. Será um clip diferente do primeiro. Vamos deixar o resto para o lançamento dele… Adoramos as boas surpresas!
A Entourage Records é conhecida pelo segmento indie, e Stop Play Moon vem com um new eletro mais ritmado e cantado, algo diferente do que vemos por essas bandas. Vocês se sentem uma nova safra do rock nacional?
Somos os primeiros artistas lançados pelo selo Entourage que também vem a ser a nossa agência que vende os nossos shows. Essa cena já existia no Brasil e não é de agora, tirando o fato de cantarmos em inglês, outras bandas pop tinham essa sonoridade por aqui, por exemplo, o Metro, Tokyo, Rpm, Akiras, Gang 90 entre outras.
Acontece que com a chegada da internet, não existe mais fronteiras para ninguém, abriram-se as portas para todo mundo e hoje bandas como o CSS, Garotas Suecas, Holger, Copacabana Club, Bonde do Role, entre outras, podem ter mais expectativas em tocar por muito mais tempo, sem depender unicamente do mercado nacional.

E o mercado nacional? Parece que as coisas esfriam muito rápido por aqui.
Não depende apenas do Mercado, mas também de cada banda dar uma continuidade boa ao seu trabalho. Não podemos colocar a culpa de um não sucesso no trabalho apenas no Mercado.
Acham que as músicas em inglês são mais assimiláveis?
Não pensávamos em nada especifico quando começamos a compor. Foi saindo naturalmente. Ouvindo agora todo o material pronto, fica evidente que não poderia ser em outra língua a não ser inglês. A sonoridade pede por isso.
Em 2009 vocês participaram do Oi Fashion Rocks e na época nem todo o material da banda estava pronto. Vocês sentem que após essa apresentação a maneira com que o público brasileiro encarava o som de vocês mudou muito?
O Oi Fashion Rocks para nós foi um fato natural e conseqüência do trabalho que estávamos desenvolvendo. É um processo crescente da banda, foi um evento onde nos ensinou um pouco mais de como funciona o mainstream. Estar em um palco junto com P Diddy, Grace Jones é incrível.
Não acreditamos que apenas o Oi Fashion Rocks venha a mudar o que o publico brasileiro acha de nossa musica e sim a soma de vários shows para todos os públicos. É um processo longo e temos consciência disso.
Então as coisas se resumem em: Faça um bom trabalho.
Sim, mas é um trabalho como outro qualquer, onde às vezes você tem que trabalhar mais do que 24h por dia… se é que elas existem…. Rsrsrsrs Novas formas de comunicação, tratar a banda como uma empresa onde o seu produto é a música.
Vocês estão preparando algo novo ou fora a banda? Projetos paralelos dos integrantes?
Estamos encerrando um ano que foi muito especial para nós, com o lançamento do nosso primeiro álbum. Vamos fazer uma pequena pausa no final de 2010 e já retornar no inicio de janeiro para mais shows da tour de nosso álbum. Projetos paralelos, o Paulo quer produzir novas bandas e eu e a Geanine temos um projeto de djs juntos e sempre acabamos tocando por aí. Também tenho uma banda de karaoke com amigos especiais.

Banda de karaokê? É o que eu estou pensando?
Na verdade é uma banda que montei com amigos para tocar as musicas que as pessoas gostam de cantar, que a partir de 12 de janeiro passa a ser uma noite semanal no bar secreto.
Certo, agora é o fim! O devemos colocar aqui?
Sejam sinceros com o próximo, felizes, mais preocupados com o mundo e os que estão em sua volta. O mundo precisa de mais atenção e carinho!
O grupo é o cruzamento de sínteses cruas e timbres analógicos esculpidos com delicadeza e precisão. Essa é uma daquelas bandas que souberam dosar suas influências e fazer um passeio divertido entre o rock e o eletrônico.
Da suavidade intrínseca de Geanine Marques, Paulo Bega e Ricardo Athayde surgiu boas doses de síntes analógicos dentre as guitarras equilibradas, que beiram entre o fuzz e o limpo com facilidade. Estética é o nome que bem define o trabalho do trio, que fazem o dancefloor soar elegante, sujo e clássico ao mesmo tempo.

Recentemente lançaram seu debut - disponibilizado para download - que trás um caminho que pouquíssimas bandas tomaram nos últimos tempos: O electro-rock aliado ao pop fácil.

Leia AQUI o que já publicamos sobre o Stop Play Moon.
Para conhecermos um pouco das suas vidas, tirei um papo breve com Ricardo Athayde, que desencadeou algumas informações por detrás dos synths vintage e dos agudos vocais da banda.
Certo! Nos conte o que vocês estão fazendo agora.
Estamos finalizando 2010 com um show para amigos no dia 18 com a presença do dj gringo da parada (Favela Chic Paris / London). Em 2011, devemos continuar a tour do nosso cd.
Fiquei sabendo que o Stop Play Moon irá abrir o show do Scissor Sisters no Vila Funchal. Como anda a aceitação dos fãs ouvindo vocês junto com essas bandas estrangeiras?
O show com o Scissor Sisters acabou não acontecendo por motivos técnicos deles, não tiveram tempo o bastante para montar o palco devido ao atraso dos equipamentos na liberação na alfândega, mas já tocamos também com o Vive La Fete, Miss Kittin, Golden Filter. Acho que por ser tratar de uma sonoridade e cenas parecidas o publico tem recebido bem.
Lembro de fotografar vocês junto com a alemã The Whitest Boy Alive há quase um ano. Vocês mandaram bem aquele dia. Nesse meio tempo a banda fez e liberou um álbum inteiro para download, isso foi foda.
A banda por enquanto é a própria gravadora e chegamos a um acordo que é a melhor estratégia para a nossa musica chegar ao maior numero de pessoas e futuros fãs. A banda não tem problema algum de mostrar que sua atitude é igual a de qualquer um na comunidade digital. o nosso lema é: dando que se recebe!
Gostei do lema! Mesmo assim parte dos artistas ainda torce o nariz para a internet.
Pode ser que sim, mas são poucos. A internet é uma ferramenta fundamental para todo artista hoje.
Mas sobre os downloads, consigo contar nos dedos os caras da cena que realmente liberam suas músicas esse ano.
Cada um tem a sua política e relação com a liberação ou não. Mas acho que principalmente para a nova geração, a tecnologia veio para ajudar e facilitar várias coisas, e uma delas é hoje você não ter necessidade de uma grande corporação para realizar um sonho que é poder registrar suas músicas as vezes até quase sem custo nenhum. Então acho normal repartir essa fatia… rsrsrs Mais pessoas vão ter conhecimento no seu trabalho, e assim cada vez mais tendo publico lotando os shows, e é aí que você recebe de volta o trabalho pela criação. Simples assim!
Clipe "Mysterious Way" lançado em setembro - 2010
De combo ganhamos também o clipe da música "Misterious Way", com direção do Dácio Pinheiro. Já estão pensando em um próximo vídeo?
Sim, vamos produzir vários vídeos de musicas do álbum por sermos amantes de imagens. A próxima música a virar vídeo será Lucy.
Lucy é uma ótima música, porem mais calma. O que podemos esperar desse clipe?
Será o mesmo produtor de Mysterious Way. Será um clip diferente do primeiro. Vamos deixar o resto para o lançamento dele… Adoramos as boas surpresas!
A Entourage Records é conhecida pelo segmento indie, e Stop Play Moon vem com um new eletro mais ritmado e cantado, algo diferente do que vemos por essas bandas. Vocês se sentem uma nova safra do rock nacional?
Somos os primeiros artistas lançados pelo selo Entourage que também vem a ser a nossa agência que vende os nossos shows. Essa cena já existia no Brasil e não é de agora, tirando o fato de cantarmos em inglês, outras bandas pop tinham essa sonoridade por aqui, por exemplo, o Metro, Tokyo, Rpm, Akiras, Gang 90 entre outras.
Acontece que com a chegada da internet, não existe mais fronteiras para ninguém, abriram-se as portas para todo mundo e hoje bandas como o CSS, Garotas Suecas, Holger, Copacabana Club, Bonde do Role, entre outras, podem ter mais expectativas em tocar por muito mais tempo, sem depender unicamente do mercado nacional.

E o mercado nacional? Parece que as coisas esfriam muito rápido por aqui.
Não depende apenas do Mercado, mas também de cada banda dar uma continuidade boa ao seu trabalho. Não podemos colocar a culpa de um não sucesso no trabalho apenas no Mercado.
Acham que as músicas em inglês são mais assimiláveis?
Não pensávamos em nada especifico quando começamos a compor. Foi saindo naturalmente. Ouvindo agora todo o material pronto, fica evidente que não poderia ser em outra língua a não ser inglês. A sonoridade pede por isso.
Em 2009 vocês participaram do Oi Fashion Rocks e na época nem todo o material da banda estava pronto. Vocês sentem que após essa apresentação a maneira com que o público brasileiro encarava o som de vocês mudou muito?
O Oi Fashion Rocks para nós foi um fato natural e conseqüência do trabalho que estávamos desenvolvendo. É um processo crescente da banda, foi um evento onde nos ensinou um pouco mais de como funciona o mainstream. Estar em um palco junto com P Diddy, Grace Jones é incrível.
Não acreditamos que apenas o Oi Fashion Rocks venha a mudar o que o publico brasileiro acha de nossa musica e sim a soma de vários shows para todos os públicos. É um processo longo e temos consciência disso.
Então as coisas se resumem em: Faça um bom trabalho.
Sim, mas é um trabalho como outro qualquer, onde às vezes você tem que trabalhar mais do que 24h por dia… se é que elas existem…. Rsrsrsrs Novas formas de comunicação, tratar a banda como uma empresa onde o seu produto é a música.
Vocês estão preparando algo novo ou fora a banda? Projetos paralelos dos integrantes?
Estamos encerrando um ano que foi muito especial para nós, com o lançamento do nosso primeiro álbum. Vamos fazer uma pequena pausa no final de 2010 e já retornar no inicio de janeiro para mais shows da tour de nosso álbum. Projetos paralelos, o Paulo quer produzir novas bandas e eu e a Geanine temos um projeto de djs juntos e sempre acabamos tocando por aí. Também tenho uma banda de karaoke com amigos especiais.

Banda de karaokê? É o que eu estou pensando?
Na verdade é uma banda que montei com amigos para tocar as musicas que as pessoas gostam de cantar, que a partir de 12 de janeiro passa a ser uma noite semanal no bar secreto.
Certo, agora é o fim! O devemos colocar aqui?
Sejam sinceros com o próximo, felizes, mais preocupados com o mundo e os que estão em sua volta. O mundo precisa de mais atenção e carinho!





Amo Stop Play Moon!!! É o melhor som q já ouvi. 2011 promete…. SUCESSO pra Gê, Ricado, Paulo e o pessoal desse site (acabei de conhecer)
Que bacana. Conheco os caras faz um tempinho mas só escutei mesmo recentemente.
Amo stop play moon.