ZZT pra quem não sabe foi um dos primeiros videogames que tinham um esboço do que viria a ser conhecido [...]
ZZT pra quem não sabe foi um dos primeiros videogames que tinham um esboço do que viria a ser conhecido como RPG. Era o típico de coisa que não tinha atrativo visual nenhum, mas viciava. O mesmo se aplica sobre o álbum mais recente da dupla ZZT, formada pelo alemão Zombie Nation e o canadense Tiga.
Desde que o Boys Noize apareceu com um álbum que botava o techno e o electro pra andar de mãos dadas em 2007, as coisas mudaram. A estrutura de boa parte das faixas presentes em Partys Over Earth parece nascer regida por essa lei, porém são logo construídas e descontruídas ao decorrer do álbum. Glitches a lá Mr Oizo, sons analógicos, crus andando sobre uma linha de bateria eletrônica sintética e pratos corridos. Nada muito diferente do que Tiga fez na grandíssima Mind Dimension ou do que o Zombie Nation criou em faixas como Chickflick ou no seu álbum Zombielicious. A diferença aqui é que enquanto na carreira solo os dois produtores fazem uma sonoridade pessoal, no ZZT há a notável necessidade de se criar uma identidade.
Prova disso é o synth dente de serra que abre Partys Over Los Angeles: uma sequência devastadora que parece descer um desfiladeiro em descontrole, até que deságua numa linha de bateria violenta que encontra um pattern de drum machine digna de acid house. Ainda há espaço para sonoridades desconexas como o baltimore club infestado de hard techno em ZZTMF, o electroclash sujo de Zig Zag Zig e o minimal techno cruzado com um electro-gate quase que tranceado de The Worm.
Bons momentos ainda são sentidos em Nickel Und Dome, que cria um crunk hip hop cheio de pitches baixos e claps confusos. Rock the Peace parece sair da fase Oi Oi Oi do produtor Boys Noize, enquanto que ZZafrika lembra um dutch house Afrojack sendo estuprado por um delicioso timbre analógico que vai se sobrepondo em camadas num techno grooveado. Vulkan Alarm surge com um sample de bateria que faz você pensar em disco house, até que uma progressão sintética tira totalmente a noção de estrutura presente naquela faixa.
Ao desgustar pela primeira vez, dificilmente você irá se apaixonar pelas construções complexas de uma dance music feita com um quê de conceito pelo ZZT. Mas depois de umas duas, três passagens pelo disco, não vai ser fácil tirar o ouvido dele: esse disco é uma bomba analógica que solta toneladas de bits no seu ouvido enquanto você se sente submerso em baixas frequências.
THE KIDS WANT TECHNO.
ZZT "ZZafrika"
ZZT "ZZTMF"
ZZT "Partys Over Los Angeles"
Desde que o Boys Noize apareceu com um álbum que botava o techno e o electro pra andar de mãos dadas em 2007, as coisas mudaram. A estrutura de boa parte das faixas presentes em Partys Over Earth parece nascer regida por essa lei, porém são logo construídas e descontruídas ao decorrer do álbum. Glitches a lá Mr Oizo, sons analógicos, crus andando sobre uma linha de bateria eletrônica sintética e pratos corridos. Nada muito diferente do que Tiga fez na grandíssima Mind Dimension ou do que o Zombie Nation criou em faixas como Chickflick ou no seu álbum Zombielicious. A diferença aqui é que enquanto na carreira solo os dois produtores fazem uma sonoridade pessoal, no ZZT há a notável necessidade de se criar uma identidade.Prova disso é o synth dente de serra que abre Partys Over Los Angeles: uma sequência devastadora que parece descer um desfiladeiro em descontrole, até que deságua numa linha de bateria violenta que encontra um pattern de drum machine digna de acid house. Ainda há espaço para sonoridades desconexas como o baltimore club infestado de hard techno em ZZTMF, o electroclash sujo de Zig Zag Zig e o minimal techno cruzado com um electro-gate quase que tranceado de The Worm.
Bons momentos ainda são sentidos em Nickel Und Dome, que cria um crunk hip hop cheio de pitches baixos e claps confusos. Rock the Peace parece sair da fase Oi Oi Oi do produtor Boys Noize, enquanto que ZZafrika lembra um dutch house Afrojack sendo estuprado por um delicioso timbre analógico que vai se sobrepondo em camadas num techno grooveado. Vulkan Alarm surge com um sample de bateria que faz você pensar em disco house, até que uma progressão sintética tira totalmente a noção de estrutura presente naquela faixa.
Ao desgustar pela primeira vez, dificilmente você irá se apaixonar pelas construções complexas de uma dance music feita com um quê de conceito pelo ZZT. Mas depois de umas duas, três passagens pelo disco, não vai ser fácil tirar o ouvido dele: esse disco é uma bomba analógica que solta toneladas de bits no seu ouvido enquanto você se sente submerso em baixas frequências.
THE KIDS WANT TECHNO.
ZZT "ZZafrika"
ZZT "ZZTMF"
ZZT "Partys Over Los Angeles"




